Talvez você esteja acostumado com a ideia de que, para viver de escrita, é preciso escrever muitos livros, se tornar um best seller mundial e colecionar direitos autorais. Este é pensamento comum, mas, infelizmente, também é o mais distante da realidade.

A maioria dos escritores não vive da venda de livros, mas de outras profissões ligadas (ou não) ao ato de escrever.

Isso se deve a muitos fatores, como a dificuldade em vender livros em um país onde a maioria das pessoas lê menos de um livro por ano, o valor irrisório dos royalties pagos pelas editoras, a inexistência de adiantamentos… Enfim, uma série de motivos.

Mas, neste artigo, eu vou te mostrar várias formas de se ganhar dinheiro com a escrita e ainda manter uma rotina aberta e saudável para nunca deixar de escrever seus livros.

Romancista

Usei a palavra romancista para identificar o formato mais comum no entendimento popular: a pessoa que escreve romances ficcionais e vive exclusivamente desta atividade, independente do gênero. Há poucos que conseguem essa façanha no Brasil, mas não é impossível.

Especialista

O especialista é um autor de não-ficção que escreve livros com temáticas diversas, como autoajuda, receitas, empreendedorismo, negócios, entre outros. É um dos mercados que mais cresce e mais gera dinheiro no meio editorial.

Muitos profissionais de áreas não ligadas ao meio editorial, como advogados, médicos, empreendedores e vários outros usam este formato, tanto para conseguir autoridade quanto para explorar novos nichos. Considere essa possibilidade casos se enquadre no perfil.

Jornalista

Jornalismo também é uma boa forma de ganhar dinheiro, principalmente no atual estado em que o país (e o mundo) se encontram. Você pode usar os conhecimentos inerentes da profissão tanto para atuar como ghostwriter (falarei mais sobre isso a frente) ou para trabalhar em veículos, como jornais, revistas, websites, agências de notícias, assessorias de imprensa e empresas especializadas.

Outra possibilidade para o jornalista é escrever livro-reportagem. Este é um gênero forte, que já gerou alguns autores best sellers no Brasil, como Caco Barcellos e William Waack. Ainda assim, exige muito conhecimento, habilidade de pesquisa e capacidade cumprir prazos rígidos.

Ghostwriter

Este é um dos campos mais lucrativos desta lista, mas também é o que menos gera reconhecimento. Na verdade, não gera nenhum reconhecimento, uma vez que o trabalho do ghostwriter (escritor fantasma, em tradução literal) é produzir conteúdos específicos em nome de outras pessoas ou organizações.

Ou seja: você escreve, mas assina como se fosse outra pessoa. Grandes sucessos do meio editorial, principalmente autobiografia de artistas, foram, na verdade, escritos ghostwriters.

Colunista

Posso afirmar categoricamente que muitos autores que você conhece e que fazem sucesso com seus livros, na verdade, ganham a vida escrevendo colunas diárias, semanais, quinzenais ou mensais para grandes sites, como UOL, Folha de São Paulo e outros.

Ainda que seja um subdivisão do jornalismo, é um ramo difícil de entrar, uma vez que exige posicionamento e opinião forte em temas como política, economia, entretenimento… Mas você pode começar pequeno, em um jornal ou site da sua cidade, e adquirir conhecimento para buscar oportunidades maiores.

Redator Publicitário

Este ramo também é muito comum e foi o que eu mais atuei ao longo da minha carreira. O redator publicitário é o profissional trabalha em agências de publicidade, seja como CLT ou como freelancer, escrevendo textos para anúncios, comerciais, spots, websites e muitos outros.

A remuneração tende a ser alta, em grandes cidade, mas a concorrência também é muito grande. Em contrapartida, o mercado é amplo e há muitas possibilidades em agências menores, em cidades pequenas e até mesmo pela internet.

Copywriter

O copywriter atua em um ramo muito semelhante ao do redator publicitário, mas seu trabalho é muito mais focado em produzir textos persuasivos, seja para cartas de vendas, roteiros para vídeos ou publicações em websites e blogs empresariais.

Um copywriter deve buscar conhecimentos exclusivos e formações avançadas em várias áreas, principalmente neuromarketing, comportamento humano, entre outros. Embora seja uma profissão relativamente antiga, só tem se destacado no Brasil nos últimos anos.

Definitivamente, é a área mais rentável desta lista. E, milagrosamente, uma das menos concorridas. Mas isso se dá pelo novidade da profissão e pela dificuldade de se especializar.

Redator Web

Este é auto explicativo. Redotor web é a pessoa que escreve posts e artigos para blogs, sites e redes sociais. Justamente pela variedade de conteúdos, o profissional precisa acumular uma ampla bagagem cultural. Também é necessário muito estudo, para se adaptar a todas as exigências do mercado.

Também é um nicho lucrativo, mas leva tempo até que as coisas comecem a funcionar. Já ganhei algum dinheiro escrevendo artigos para outros sites, mas agora me concentro e produzir conteúdos para este, exclusivamente.

Conclusão

Como você deve ter notado, há várias formas de viver da escrita. E, independente de qual escolha você tomar, o importante é ter em mente que você está usando suas habilidades para melhorar a sua vida e a vida das pessoas que são impactadas pelo seu trabalho.

Também é importante considerar que esses são apenas os principais tipos, mas não os únicos. Você não precisa se limitar a apenas um deles. Eu mesmo atuo como redator publicitário, copywriter e ghostwriter. Tudo depende das suas habilidades e, obviamente, da sua disposição para escrever e aprender sempre mais.

E agora que eu já te mostrei ideias incríveis de como ganhar dinheiro usando sua paixão e suas habilidades como autor, você pode compartilhar esse conteúdo com seus amigos, para que eles também evoluam. Deixe um comentário no site dizendo se você vive de alguma destas áreas, porque e como conseguiu entrar no mercado.

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Obrigado pela visita, volte sempre e boa escrita. 🙂

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Sobre o Autor

Matheus Prado
Matheus Prado

Matheus é jornalista, escritor e cineasta. Acredita que a vida é um oceano profundo e que devemos nos aventurar muito além da superfície.

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