Matheus Prado

Os Últimos Heróis – Crítica Jornal Ilustrado

Matheus Araújo Prado nasceu na cidade de Iguatemi (MS), mas atualmente reside em Umuarama. Sempre foi apaixonado por História Militar e pela Segunda Guerra Mundial. Quando prestou o Serviço Militar Obrigatório, no Tiro de Guerra local, essa fascinação aumentou e a possibilidade de escrever um livro com o Exército como temática se fez presente. O livro “Os Últimos Heróis” tem como tema um pracinha da FEB, a Força Expedicionária Brasileira, que, durante a Segunda Guerra Mundial, atuou gloriosamente no Teatro de Operações Europeu, mais precisamente, na Itália.

Quando o leitor se aprofunda na leitura do livro de Matheus, “Os Últimos Heróis”, tem a nítida impressão de que a obra foi escrita por um soldado ou um veterano correspondente de guerra, tão precisas e detalhadas são as informações que percorrem as milhares de linhas das quase duzentas páginas.

O livro, é sem favor nenhum, uma rica fonte para um roteiro cinematográfico. A história narrada por esse jovem escritor, cineasta, músico e publicitário, destila todo o fascínio que ele nutre pela História Militar e, em especial, pela bravura dos “Pracinhas” que lutaram valentemente em terras italianas durante a Segunda Guerra Mundial, conflito que estremeceu o planeta na segunda metade da década de 1940 e que ficou marcado como o maior atentado à Humanidade da História Universal.

Segundo Matheus Araújo Prado confessou à Coluna ITALO, o principal motivo de “Os Últimos Heróis” ter sido escrito, além de contar a história da grande – porém esquecida – participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial, foi “o desejo de registrar histórias familiares, transmitidas por minha avó ao meu pai, que consequentemente, as transmitiu a mim algum tempo depois”. Essas histórias falavam, na sua grande maioria, dos feitos de seu “tio Diogo”, um primo distante da avó de Matheus que havia conseguido o extraordinário feito de lutar na guerra e voltar vivo e inteiro para casa, apesar de trazer consigo algumas seqüelas emocionais incuráveis”. “Mas alguns personagens que aparecem ao longo da história, apesar de terem sido engenhosamente encaixados em situações fictícias que envolviam Diogo, existiram de fato”, revela o autor de “Os Últimos Heróis”, livro que foi lançado há poucos dias e que é o primeiro de uma série tendo como foco a Força Expedicionária Brasileira (FEB).

Serão três livros e Matheus já concluiu o segundo e esta estruturando o terceiro. Em primeira mão, o escritor adiantou que o segundo livro se chama “Onde Nascem as Dores”. Enquanto os outros quatro não chegam, recomendamos aos apaixonados pela literatura conferir “Os Últimos Heróis”, através do site Clube de Autores. Esta é uma obra que merece ser lida, relida e de figurar numa biblioteca seleta de títulos de primeira grandeza.

Recomendo: é leitura da melhor qualidade!


Por ITALO FÁBIO CASCIOLA, Colunista do Jornal Umuarama Ilustrado

Matheus Prado